O ex-presidente Donald Trump lançou duas propostas impactantes nas redes sociais voltadas à classe média dos EUA. A primeira estabelece um “ dividendo nacional” no valor de US$ 2 mil para cada americano, com foco em famílias de baixa e média renda. O pagamento seria financiado por tarifas de importação, cujo montante arrecadado subiu de US$ 9 bilhões em março para US$ 34 bilhões em outubro, segundo dados do governo. Essa ideia cria um programa de transferência direta de renda, algo inédito em um governo republicano dessa escala.
A segunda proposta sugere a criação de hipotecas com prazo de 50 anos e taxa fixa, uma tentativa de tornar a casa própria mais acessível. A estratégia visa reduzir o valor das parcelas mensais por meio do prolongamento do prazo, contrastando com o padrão atual de hipotecas de 30 anos, que cobram juros acima de 6%. Atualmente, essas condições fazem com que a família média gaste quase 40% da renda com financiamento imobiliário. Essa medida surge em um contexto onde a média de idade para a compra do primeiro imóvel nos EUA aumentou para 40 anos.
Apesar do potencial incentivo à população, as propostas dividem opiniões. Apoiadores acreditam que as medidas facilitariam o pagamento de dívidas e promoveriam o sonho da casa própria. Entretanto, economistas alertam que as hipotecas longas podem elevar o custo dos imóveis e manter famílias presas a dívidas por décadas. Com essas ações, Trump reforça a imagem de um governo que devolve dinheiro ao povo e busca revitalizar o ideal do sonho americano.

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