Em Jardim Alegre, no norte do Paraná, um caso de furto simples de energia elétrica movimentou a Polícia Militar na manhã de 9 de fevereiro de 2026. Por volta das 9h54, um morador da rua Araçatuba, na localidade Placa Luar, procurou o destacamento policial para relatar uma ligação clandestina realizada por seu vizinho.
Segundo o boletim de ocorrência (BOU), a vítima notou um furo na parede que divide as duas residências. Pelo orifício, o suspeito havia passado um fio para conectar-se à rede elétrica do vizinho, subtraindo energia sem autorização – prática conhecida como "gato". Ao confrontar o vizinho sobre a irregularidade, este teria admitido o roubo de forma explícita, afirmando que "estava roubando energia mesmo e que não iria retirar os fios".
A equipe da PM deslocou-se imediatamente ao endereço. No local, os policiais confirmaram a existência do furo na parede, mas constataram que o suspeito já havia removido os fios, possivelmente alertado sobre a vistoria. Tentativas de contato com o morador vizinho não obtiveram sucesso, pois não havia ninguém em casa. Diante disso, os agentes orientaram a vítima sobre os próximos passos, lavraram o BOU e encaminharam o caso à Polícia Civil para investigações adicionais e eventuais providências judiciais.
O furto de energia elétrica é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Casos como esse são comuns em áreas residenciais, gerando prejuízos não só às vítimas, mas também às concessionárias de energia, como a Copel, que registra perdas anuais milionárias com ligações clandestinas no Paraná. A vítima não sofreu perdas materiais quantificadas no BOU, mas o ocorrido expõe tensões entre vizinhos e a necessidade de fiscalização constante.
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