A Secretaria de Meio Ambiente de Apucarana, no Norte do Paraná, está em alerta e investiga dois casos chocantes de capivaras mortas por flechas no Parque Ecológico da Raposa em menos de uma semana. O mais recente registro, nesta quinta-feira (31), mobilizou equipes após uma denúncia, revelando uma fêmea de capivara, pesando entre 50 e 70 quilos, com ferimentos letais.
O primeiro incidente de caça ilegal foi na última segunda-feira (28), quando uma capivara foi encontrada no lago do Parque da Raposa com lesões compatíveis com perfuração por flecha. Em ambos os casos, as características das lesões indicam o mesmo padrão de violência contra os animais, configurando crime ambiental.
Marcos Diego da Silva, secretário municipal de Meio Ambiente, que participou do resgate, explicou que a investigação é conjunta, envolvendo a Guarda Municipal e o Cemsa (Centro Municipal de Saúde Animal). "Na segunda-feira (28), não encontramos flechas no local, apenas os ferimentos. Já nesta quinta, recebemos imagens e informações sobre o artefato usado", detalhou Silva.
As autoridades pedem a colaboração da população. "Quem tiver qualquer informação que possa ajudar, mesmo de forma anônima, pode entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente, com a Guarda Municipal pelo 153, ou com o Cemsa", reforçou o secretário.
Fernando Felippe, biólogo e coordenador do Cemsa, ressaltou que a caça de animais silvestres é crime ambiental no Brasil, com penas que variam de 6 meses a 1 ano de detenção e multa. Felippe acompanhou a ação desta quinta-feira, utilizando um drone para auxiliar nas buscas. "Encontramos equipamentos de pesca ao redor do lago, mas nenhum indício direto de suspeitos até o momento", afirmou.
Segundo o biólogo, as flechas usadas não são específicas para caça, o que sugere que os animais podem não ter morrido instantaneamente, buscando refúgio na água antes de falecerem. O Parque da Raposa é o habitat natural de dezenas de capivaras, e os moradores da região têm demonstrado grande indignação com a violência contra a fauna local.
A Secretaria de Meio Ambiente segue monitorando a área e reforça que qualquer atividade ilegal envolvendo a fauna será rigorosamente investigada e encaminhada às autoridades competentes.
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