A 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, no Paraná, enfrenta um cenário preocupante com o aumento exponencial de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Até o momento, a região totaliza 158 ocorrências e 16 óbitos, sendo que quase metade dos registros foram notificados nas últimas quatro semanas, conforme alertou Lucas Leugi, chefe do órgão. A escalada da SRAG na região reflete uma tendência de crescimento observada em todo o estado.
Diante do quadro, Leugi reforça a urgência da vacinação contra a gripe e a COVID-19, ambas disponíveis na rede básica de saúde. "Estamos insistindo na vacinação contra a influenza e contra a COVID, porque esses quadros podem evoluir e se tornar uma pneumonia, o que pode levar a óbito", enfatiza o chefe da 16ª RS.
Entre os municípios da Regional, Apucarana lidera com 53 casos, seguida por Jandaia do Sul (38) e Arapongas (31), que concentram o maior número de ocorrências da doença. Quanto aos óbitos, Apucarana e Arapongas registram 4 mortes cada, enquanto Faxinal, Jandaia do Sul e São Pedro do Ivaí contabilizam 2 óbitos cada. Cambira e Marilândia do Sul também registraram uma morte cada. Preocupa o fato de que duas das vítimas fatais são menores de 6 anos, e 14 são pessoas com mais de 60 anos, evidenciando a vulnerabilidade dos extremos etários.
Em resposta ao aumento da demanda por internações, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, autorizou nesta quarta-feira a abertura de 58 novos leitos nas regiões de Ponta Grossa, Curitiba e Foz do Iguaçu. A medida visa atender a crescente necessidade de hospitalização por SRAG, com atenção especial ao público infantil.
Dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) revelam a gravidade da situação em nível estadual, com 9.449 casos hospitalizados de SRAG e 445 mortes registradas no Paraná desde janeiro deste ano.
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