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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Banco Central corta Selic em meio a tensões no Oriente Médio

Economia

Banco Central corta Selic em meio a tensões no Oriente Médio

Copom reduz taxa básica em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano, com cautela redobrada devido ao conflito regional

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Apesar das incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (18), o primeiro corte na taxa Selic em quase dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) diminuiu os juros básicos da economia em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 15% para 14,75% ao ano. A decisão, amplamente esperada pelo mercado financeiro, sinaliza uma retomada gradual do ciclo de afrouxamento monetário, mas com ressalvas.

No comunicado oficial, o Copom enfatizou a necessidade de "serenidade e cautela" na condução da política monetária. O texto destaca que o conflito no Oriente Médio eleva as incertezas globais, exigindo monitoramento atento de seus impactos diretos e indiretos sobre a inflação. "Os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros poderão incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos", alertou o comitê, sem descartar a reversão do ciclo de baixa se necessário.

A Selic permanecia em 15% desde junho de 2025, após um ciclo de altas iniciado em setembro de 2024, quando a taxa subiu de 10,5% para níveis mais elevados. O último corte havia ocorrido em maio de 2024. Principal instrumento do BC para controlar a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a taxa influencia todas as operações de crédito na economia.

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Em fevereiro de 2026, o IPCA acelerou para 0,7% no mês, impulsionado por reajustes em mensalidades escolares, mas acumula 3,81% em 12 meses – abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Sob o novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, o BC persegue uma inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo (limites de 1,5% a 4,5%). A meta é apurada mensalmente, com base no acumulado de 12 meses, deslizando ao longo do tempo – em março, compara-se a inflação de abril de 2025 em diante.

O Relatório de Política Monetária de dezembro previu IPCA de 3,5% para 2026, mas revisões são esperadas devido ao dólar volátil e pressões inflacionárias. O mercado, via Boletim Focus, estima 4,1% para o ano – ainda dentro do teto da meta, mas superior aos 3,95% projetados antes da escalada do conflito no Oriente Médio. A próxima edição do relatório sai no fim de março.

O corte barateia o crédito, estimulando produção e consumo, o que impulsiona o PIB – projetado em 1,6% pelo BC e 1,83% pelo mercado. No entanto, juros menores desafiam o controle inflacionário, pois reduzem o custo do empréstimo e incentivam a demanda. A Selic serve de referência para títulos públicos e taxas gerais, equilibrando crescimento e estabilidade de preços.

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