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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Banco Master pagou R$ 543 milhões a escritórios de advocacia ligados a políticos e ministros

Política

Banco Master pagou R$ 543 milhões a escritórios de advocacia ligados a políticos e ministros

Pagamentos milionários sob investigação da CPI da Receita Federal revelam repasses crescentes entre 2022 e 2025, com suspeitas de irregularidades

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O Banco Master, envolvido em escândalos financeiros, declarou à Receita Federal repasses de pelo menos R$ 543 milhões a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025. Os documentos, enviados à CPI, revelam valores crescentes: de cerca de R$ 40 milhões em 2022 para mais de R$ 262 milhões em 2025. Entre os destinatários, destacam-se empresas e escritórios ligados a figuras como o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Guido Mantega, o ex-presidente do STF Ricardo Lewandowski e o escritório Barci de Moraes, associado à família do ministro Alexandre de Moraes, que recebeu R$ 80 milhões no período.

Duas empresas do Grupo Massa, pertencente ao apresentador Carlos Massa (Ratinho), pai do governador do Paraná Ratinho Júnior (PSD), embolsaram R$ 24 milhões do banco. Os pagamentos foram classificados como consultorias e serviços jurídicos. Os citados negam irregularidades, afirmando que os contratos foram legais e os serviços devidamente prestados.

O caso ganha contornos mais graves com a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, suspeito de fraudes. Ele negocia delação premiada. As investigações questionam a origem e a real finalidade dos repasses, em meio a apurações sobre o banco, que já rendeu polêmicas como rendimentos ao Cruzeiro e ligações com a SAF do Atlético-MG.

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A CPI analisa os documentos para verificar possíveis lavagem de dinheiro ou influência política. O crescimento exponencial dos valores alimenta suspeitas de que os pagamentos podem mascarar operações ilícitas. Vorcaro, preso recentemente, é peça central nas investigações federais.

Autoridades afirmam que o caso pode revelar redes de interesses entre o setor financeiro e o poder público. Os beneficiários insistem na lisura dos negócios, mas a delação em curso pode mudar o rumo das apurações. O Banco Master, sob escrutínio, enfrenta risco de intervenção.

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