O Brasil deixou oficialmente a lista das dez maiores economias do mundo em termos de Produto Interno Bruto (PIB) em dólares, caindo para a 11ª posição, conforme o ranking divulgado pela Austin Rating. O levantamento considerou o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) de outubro de 2025 e destacou mudanças importantes entre as maiores economias globais, que juntas representam 75% do PIB mundial.
No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu modestos 0,1%, abaixo da expectativa de 0,2% do mercado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho situou o Brasil na 34ª colocação entre os países por taxa de crescimento nesse período, atrás de nações como China, Portugal e Espanha. Em contrapartida, Israel, Malásia e Cingapura registraram os maiores avanços econômicos, enquanto Tailândia, Suíça e Japão tiveram as maiores retrações.
A perda do Brasil no ranking refletiu o avanço da Rússia, que subiu da 11ª para a 9ª posição, ultrapassando também o Canadá. O estudo ressalta que a valorização do real, aliada à melhora nas expectativas de crescimento do PIB, diminuiu a distância do Brasil para a Itália e Canadá, que mantiveram projeções estáveis. Outro fator relevante foi o enfraquecimento do dólar americano, influenciado pela redução dos juros nos Estados Unidos e a possível indicação de Kevin Hassett para presidir o Federal Reserve, o que pode agravar a desvalorização do dólar em 2026.
No primeiro trimestre de 2025, o Brasil havia registrado uma alta considerável de 1,4%, figurando como a 5ª maior economia em crescimento naquele período, o que revela a volatilidade do desempenho econômico brasileiro ao longo do ano.

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