Em Marilândia do Sul, no norte do Paraná, a Polícia Militar registrou na tarde de 10 de abril de 2026 uma ocorrência grave de violência doméstica no Distrito de São José, na Rua 3 de Março. A ação policial foi desencadeada por uma ligação urgente da Sra. A.S.R., que denunciou que um homem estava agredindo sua avó, a Sra. A.A.S., de 70 anos, e seu tio, um irmão enfermo da idosa.
Segundo o boletim, a equipe da PM foi acionada pela Central de Operações por volta das 13h32 e deslocou-se imediatamente ao local. Lá, a vítima, uma idosa de 70 anos, relatou que seu filho, J.L.R., de 44 anos, conhecido por consumo frequente de álcool e em tratamento no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), chegou à residência embriagado. Ele tentou invadir o imóvel pulando muro e grades, com o objetivo de agredir seu outro filho, J.J.D., de 40 anos, que sofre sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e está debilitado.
A idosa interveio para proteger o filho enfermo, mas o agressor passou a ameaçá-la verbalmente e fisicamente, investindo em sua direção. Populares conseguiram contê-lo até a chegada dos policiais. Questionada, a vítima confirmou interesse em representar criminalmente contra o filho, afirmando não aguentar mais as agressões recorrentes sob efeito de álcool.
J.L.R. recebeu voz de prisão em flagrante por ameaça contra mulher, violência doméstica e familiar, com base na Lei Maria da Penha. Ele foi levado ao Posto de Saúde de Marilândia do Sul para exame de lesões corporais e, em seguida, apresentado à Delegacia de Polícia Civil local para as medidas judiciais cabíveis.
O caso expõe a vulnerabilidade de idosos e pessoas com deficiências em contextos familiares marcados por dependência química, reforçando a importância de denúncias rápidas via 190.
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