A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira (29) na Itália, em cumprimento a uma ordem de prisão definitiva expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 7 de junho. A decisão determina a execução imediata da pena de 10 anos de prisão, inicialmente em regime fechado. Zambelli estava na lista de procurados da Interpol, que alerta as polícias dos 196 países membros sobre fugitivos procurados internacionalmente.
A condenação de Zambelli pela Primeira Turma do STF se deu pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além da pena de reclusão, Moraes, relator do caso, determinou a perda do mandato parlamentar e o pagamento de uma multa de R$ 2 milhões por danos materiais e morais.
O hacker Walter Delgatti Neto, apontado como o executor da invasão a mando de Zambelli, também foi condenado a 8 anos e 3 meses de reclusão, igualmente em regime fechado, e deverá pagar a multa imposta solidariamente com a deputada. Ambos foram declarados inelegíveis por 8 anos, a contar da condenação.
As investigações revelaram que Zambelli teria utilizado sua estrutura parlamentar para facilitar o ataque cibernético, inserindo documentos falsos no sistema oficial do Judiciário. A ação foi interpretada como uma tentativa de constranger ministros do STF.
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