Em uma ocorrência marcada por violência doméstica e descumprimento de medida protetiva, a Polícia Militar de Jardim Alegre, no Paraná, prendeu na noite de 8 de janeiro de 2026 um homem que aterrorizava sua ex-companheira. O caso, registrado às 20h52 no bairro Jardim Alegre, na Rua Amor Perfeito, envolveu ameaças constantes, perturbação noturna e agressões físicas recentes. A vítima, uma mulher sob proteção judicial, relatou ao COPOM que o ex-parceiro se escondia em mata próxima à residência durante noites e madrugadas, arremessando pedras contra a casa e gritando ameaças de morte.
Vizinhos corroboraram o depoimento, confirmando que os atos de importunação ocorriam há cerca de três meses. Uma testemunha ocular, vizinha da vítima, descreveu as noites interrompidas por barulhos e gritos, o que gerava medo generalizado no entorno. Durante o atendimento policial, o suspeito ousou atacar novamente: uma pedra foi lançada em direção aos agentes, permitindo a visualização de sua fuga pela vegetação densa. A equipe iniciou buscas imediatas, intensificadas por novo relato de um familiar da vítima, que se defendeu de uma tentativa de agressão com um objeto, forçando o agressor a recuar mais uma vez.
As diligências prosseguiram pela região até a localização do homem em via pública. Ele exibia sinais claros de embriaguez alcoólica, roupas sujas de terra e resistiu à abordagem, exigindo contenção firme com algemas para impedir fuga. A prisão em flagrante foi determinada pelo descumprimento da medida protetiva de urgência, expedida pela Justiça e que proibia qualquer aproximação da vítima. Os policiais informaram ao detido seus direitos constitucionais antes do encaminhamento.
A mulher, ainda abalada, exibiu lesões corporais recentes decorrentes de agressões físicas e mencionou ameaças verbais constantes, além de mensagens e imagens intimidatórias enviadas por aplicativos de comunicação. Registros policiais anteriores confirmam histórico de violência envolvendo o mesmo autor, o que agrava a situação. Todas as partes foram levadas à Delegacia de Polícia Civil local, onde o boletim de ocorrência foi apresentado à autoridade competente para medidas legais, incluindo possível manutenção da prisão preventiva.

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