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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025
Falsa central telefônica para golpes bancários é desmantelada no Paraná

Policial

Falsa central telefônica para golpes bancários é desmantelada no Paraná

Grupo criminoso aplicava golpes milionários usando engenharia social para furtar contas bancárias em várias regiões do Brasil

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná desmantelou uma falsa central telefônica que aplicava golpes bancários em todo o país. A operação, realizada entre os dias 4 e 5 de novembro em Ponta Grossa, Campos Gerais do Paraná, contou ainda com apoio da Polícia Científica e dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro e Ceará. O grupo criminoso se passava por funcionários de centrais de segurança bancária para enganar vítimas e obter dados e códigos de segurança (tokens), usados por hackers para invadir contas e furtar grandes valores.

Foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, bloqueadas 38 contas de pessoas físicas e 10 de pessoas jurídicas, além de bloqueios administrativos de 17 veículos e o sequestro de seis imóveis, incluindo o local da falsa central, que funcionava em uma chácara na zona rural de Ponta Grossa como um call center das 8h às 18h. Entre os bens apreendidos estão veículos (um deles de luxo), celulares, cartões, máquinas de cartão e aparelhos eletrônicos para perícia.

Os golpes aplicados usavam técnicas sofisticadas de engenharia social. Em um caso, foram furtados R$ 564.874,55 da conta de uma empresa de São Paulo. Em outra ação frustrada, o grupo tentou desviar R$ 5 milhões, impedido graças ao alerta do gerente bancário. O dinheiro era “lavado” por meio de contas de laranjas e empresas de fachada, algumas registradas como comércio de artigos de pesca para disfarçar a origem.

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A operação revelou a atuação de dezenas de pessoas, incluindo operadores da central, recrutadores de laranjas e hackers. A descoberta gerou duas investigações paralelas: “Muralha de Areia”, que apontou corrupção no sistema prisional em Ponta Grossa, com presos usando celulares e saídas ilegais; e “Vértice”, que revelou ligação dos investigados com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro via empresas de fachada espalhadas por vários estados e na fronteira com o Paraguai. Só em 2025, uma dessas empresas movimentou mais de R$ 43,6 milhões, evidenciando tráfico em grande escala.

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