Em Apucarana, no norte do Paraná, uma cena de violência doméstica chocou a vizinhança na noite de 12 de janeiro de 2026. Por volta das 18h09, a Polícia Militar foi acionada via Copom para atender uma denúncia de lesão corporal em contexto de violência familiar na Rua Olavo Bilac, no Jardim Ponta Grossa. A chamada inicial apontava que uma senhora estava sendo agredida pelo próprio filho, mas a solicitante, que preferiu não se identificar, esclareceu que as agressões atingiram outra vítima: a idosa F.J.A., de 60 anos.
Os policiais deslocaram-se rapidamente ao local indicado pela denunciante, uma casa de madeira na Rua Catanduva. Ao chegarem, flagraram o autor das agressões, A.A.L., de 36 anos, gritando contra sua mãe. Questionada pela equipe, F.J.A. relatou os detalhes aterrorizantes do episódio. Segundo ela, o filho a ameaçou verbalmente com frases como "vou te bater" e "vou te matar". As agressões físicas não demoraram: ele a chutou e a acertou na cabeça com um pedaço de madeira, causando lesões que demandaram intervenção imediata.
Diante da gravidade dos fatos, os PMs deram voz de prisão ao agressor. A.A.L., no entanto, resistiu às ordens policiais, opondo-se à abordagem. Para conter a resistência, a equipe precisou empregar força moderada e utilizar spray de pimenta (oleorresina capsicum), o que permitiu o algemamento e a prisão em segurança. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Apucarana para as providências cabíveis, como o registro do boletim de ocorrência e a instauração de inquérito por lesão corporal e violência doméstica.
O caso reforça a importância da Lei Maria da Penha, que protege mulheres em situações de violência familiar, incluindo agressões por filhos adultos. F.J.A., sem telefone fixo, dependeu da solidariedade de uma vizinha para acionar as autoridades, destacando vulnerabilidades de idosos em áreas periféricas.
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