Em Faxinal, no Paraná, um golpe audacioso começou a preocupar donos de estabelecimentos de lanches e produtos alimentícios. No sábado, 31 de janeiro de 2026, um homem se dirigiu a uma conhecida casa de lanches da cidade. Ele foi atendido normalmente e consumiu dois lanches no local, sem registrar qualquer reclamação imediata.
Na segunda-feira seguinte, o indivíduo entrou em contato com a empresa por telefone. Alegou ter passado mal e sofrido intoxicação alimentar após comer os lanches. Insistindo em um ressarcimento desproporcional, pediu o valor equivalente a quatro lanches – o dobro do que havia consumido. Para evitar confusões e possíveis difamações nas redes sociais, a empresária optou por acatar a exigência. Transferiu R$ 120 via Pix, usando a chave fornecida pelo suposto cliente.
Surpreendentemente, na terça-feira, o homem retornou ao contato. Desta vez, enviou uma nota fiscal de farmácia como "prova" dos supostos gastos médicos. No entanto, a data da nota era anterior ao dia em que ele havia comido os lanches, o que levantou suspeitas imediatas. Ao ser questionada pela empresária sobre a inconsistência, o golpista simplesmente bloqueou o número de telefone do estabelecimento, encerrando a comunicação abruptamente.
O caso expõe uma tática nova e crescente de estelionato direcionada a pequenos negócios do setor alimentício. Especialistas em segurança alertam que fraudadores exploram o medo de processos judiciais ou exposição negativa online para coagir pagamentos rápidos. A empresária registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Faxinal, que agora investiga a identidade do homem por meio das informações do Pix e eventuais imagens de câmeras de vigilância.
Donos de lanchonetes da região relatam receio similar, com indícios de que o golpe pode se espalhar para outras cidades do Paraná. Autoridades recomendam: sempre exija provas consistentes, consulte um advogado antes de ressarcir e registre tudo por escrito. "É uma forma de extorsão velada, que preda a boa-fé do empreendedor", comentou a vítima, que prefere não se identificar para evitar retaliações.
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