Em um caso clássico de estelionato, uma família de California, no Paraná, foi vítima de um golpe sofisticado envolvendo uma falsa advogada e um suposto juiz do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O registro policial, datado de 13 de fevereiro de 2026, às 9h31min57s, relata o comparecimento do senhor, acompanhado de seu filho, ao destacamento policial da Rua Itararé, no Centro da cidade.
Tudo começou quando a mulher, identificada como a advogada da família, entrou em contato com as vítimas. Ela afirmou que um "doutor do STJ", faria contato direto para resolver uma pendência judicial supostamente urgente. Confiando na profissional conhecida, o pai orientou o filho a fornecer dados pessoais e bancários ao interlocutor. "Passe os dados da conta, não terá problema", teria dito a advogada, abrindo caminho para a armadilha.
O suposto representante do STJ ligou logo em seguida, ganhando a confiança da família. A vítima, sem desconfiar, realizou uma transferência no valor de R$ 10.230,00 (dez mil, duzentos e trinta reais) para a conta do filho na Caixa Econômica Federal, conta corrente. Não satisfeito, o golpista instruiu o envio de um Pix para o CPF, direcionado à conta de outra pessoas.
As vítimas não souberam informar o CPF exato da transação Pix, realizada por meio de ligação celular, o que complica o rastreamento imediato. Policiais registraram o boletim de ocorrência e orientaram a família sobre os próximos passos, como bloqueio de contas e comunicação com o banco. Especialistas em crimes cibernéticos alertam que golpes como esse exploram a confiança em autoridades e profissionais liberais, multiplicando-se com o uso de Pix, ferramenta ágil e irreversível.
O caso expõe a vulnerabilidade de cidadãos comuns a fraudes que mimetizam instituições oficiais. Autoridades recomendam verificar sempre contatos judiciais diretamente nos canais oficiais do STJ e evitar transferências sem comprovação. Investigações prosseguem para identificar os responsáveis.
Comentários: