Tribuna Digital

Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Governo eleva imposto sobre cigarros para bancar isenções em combustíveis

Economia

Governo eleva imposto sobre cigarros para bancar isenções em combustíveis

Medida compensa perdas com biodiesel e querosene de aviação em meio à guerra no Oriente Médio

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O governo federal anunciou um aumento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros, de 2,25% para 3,5%, como forma de compensar a perda de arrecadação provocada pela isenção de tributos sobre biodiesel e querosene de aviação (QAV). A decisão integra um pacote de medidas para conter os reflexos da alta dos combustíveis, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. Com o reajuste, o preço mínimo de uma carteira de cigarros deve saltar de R$ 6,50 para R$ 7,50, com expectativa de arrecadar R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses.

A desoneração do PIS e da Cofins sobre o QAV, por sua vez, deve reduzir em R$ 0,07 o preço por litro do combustível usado na aviação, gerando um impacto fiscal de R$ 100 milhões por mês. Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que elevações anteriores no imposto sobre cigarros não surtiram os efeitos desejados, nem na queda do consumo nem no ganho de receita. Ainda assim, a medida é vista como essencial para equilibrar as contas públicas.

Para além dos cigarros, o governo aposta em outras fontes de receita. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou a elevação nos royalties do petróleo, com projeção revisada para R$ 16,7 bilhões a mais em 2026, graças à alta de 40% no preço internacional do barril desde o início da guerra. Outros itens incluem a manutenção de 12% de imposto de exportação sobre petróleo, instituído em março, maiores tributos sobre lucros de empresas de combustível e receitas de leilões na camada pré-sal. Esses recursos visam cobrir os R$ 10 bilhões em gastos com o pacote anticombustíveis.

Publicidade

Leia Também:

O conjunto de ações busca preservar a meta fiscal, com previsão de superávit primário de R$ 3,5 bilhões este ano, excluindo precatórios e despesas como defesa, saúde e educação. Incluindo esses itens, o resultado vira déficit de R$ 59,8 bilhões. Durigan enfatizou que os aumentos de arrecadação, atrelados à guerra, compensam integralmente as medidas protetivas via créditos extraordinários, sem ferir o arcabouço orçamentário. "O que gastamos a mais para proteger a população está casado com o aumento de receita", justificou o ministro.

A estratégia reflete o esforço para mitigar impactos econômicos da geopolítica sobre consumidores e setores como aviação e agronegócio, mantendo o equilíbrio fiscal em tempos de incerteza.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Washington Costa/MF
Comentários:
Tribuna Digital

Publicado por:

Tribuna Digital

O site Tribuna Digital foi criado em novembro de 2015 com o intuito de levar informação de qualidade e com credibilidade para o leitor.

Saiba Mais
Academia Sport Life
Academia Sport Life
Mercearia Mineira
Mercearia Mineira

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )