O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou significativamente os investimentos em publicidade, com contratos de ministérios, bancos e estatais que podem atingir a marca de R$ 3,5 bilhões em 2024. O valor representa um aumento de R$ 1 bilhão em relação aos R$ 2,5 bilhões gastos no último ano da gestão de Jair Bolsonaro, já corrigidos pela inflação.
O incremento nos gastos com publicidade ocorre em um momento em que o governo Lula busca reverter a queda na popularidade, impulsionada pela inflação e por episódios recentes, como o caso do Pix. A estratégia de comunicação do governo foi reforçada com a recente nomeação de um novo secretário de Comunicação, responsável pela campanha eleitoral de Lula em 2022.
Um dos principais movimentos nesse sentido é a retomada dos investimentos em publicidade pelos Correios, que haviam sido suspensos em 2019. A estatal dispõe de um orçamento de R$ 380 milhões para campanhas publicitárias.
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal seguem como os maiores anunciantes estatais, enquanto o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) estreiam no mercado publicitário.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) justifica o aumento dos investimentos como forma de "ampliar a transparência sobre políticas públicas". No entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) tem cobrado critérios mais técnicos na distribuição das verbas publicitárias.
No mercado publicitário, a Globo retomou a liderança na preferência das campanhas federais, posição que havia perdido para Record e SBT durante o governo Bolsonaro.
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