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Sabado, 18 de Abril de 2026
Governo Lula investe em smart TVs para cinema em presídios de segurança máxima

Justiça

Governo Lula investe em smart TVs para cinema em presídios de segurança máxima

ReintegraCINE moderniza sessões de filmes para presos, mas Bolsonaro segue sem acesso a TV na PF

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O governo federal anunciou a aquisição de 40 smart TVs para sessões de cinema em presídios federais de segurança máxima, por meio do projeto ReintegraCINE, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A iniciativa, que custou R$ 85,4 mil aos cofres públicos, visa promover a reintegração social de pessoas privadas de liberdade, substituindo a antiga Cinemateca, baseada em DVDs e fitas VHS, considerada obsoleta. Os equipamentos serão entregues e configurados até fevereiro de 2026, integrando atividades previstas na Lei de Execução Penal e nas normas do sistema penitenciário federal.

As TVs não terão conexão à internet e contarão com restrições técnicas rigorosas, impedindo o acesso direto dos detentos. O conteúdo será selecionado previamente pela Divisão de Reabilitação das penitenciárias, com base em critérios éticos e pedagógicos. A programação passará ainda pela análise da Divisão de Segurança e Disciplina e precisará de aprovação do Conselho Disciplinar do Preso de cada unidade prisional, garantindo controle total sobre as exibições.

A medida ganha destaque em meio a um pedido recente do ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o fim de novembro. Sua defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando autorização para instalar uma televisão na sala onde ele cumpre pena, alegando necessidade de acesso a programas jornalísticos, inclusive no YouTube. Os advogados também pediram remição de pena por leitura e assistência religiosa.

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O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre os pedidos. Em seu parecer, o órgão acatou as solicitações de assistência religiosa, remição por leitura e vistoria do Senado, mas posicionou-se contra a concessão de uma smart TV a Bolsonaro, mantendo-o sem o equipamento até o momento. A controvérsia ilustra as tensões entre modernização penitenciária e restrições impostas a figuras de alto perfil no sistema prisional.

Essa ação do governo reforça esforços para humanizar o cumprimento de pena, mas expõe desigualdades no acesso a benefícios recreativos. Enquanto presídios federais avançam com o ReintegraCINE, casos como o de Bolsonaro testam os limites das normas prisionais.

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