O Brasil, líder mundial na exportação de carne de frango, registrou seu primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial, desencadeando uma reação imediata no cenário internacional. A confirmação ocorreu em Montenegro, no Rio Grande do Sul, levando o governo a decretar emergência zoossanitária. Como medida de contenção, a propriedade foi isolada e cerca de 17 mil aves foram sacrificadas.
A repercussão não tardou a chegar do exterior. A China, o principal destino do frango brasileiro, suspendeu as importações por 60 dias, seguindo protocolos sanitários bilaterais. Argentina e União Europeia adotaram medidas semelhantes, impactando diretamente o fluxo comercial.
A relevância desse evento é imensa para a economia brasileira. Em 2024, o país exportou mais de 5,2 milhões de toneladas de carne de frango, com a China adquirindo 562 mil toneladas, seguida por Emirados Árabes e Japão. A carne brasileira chega a 151 países no total. Restrições prolongadas em mercados cruciais podem gerar prejuízos anuais superiores a R$ 20 bilhões.
Em um panorama global, surtos de gripe aviária desde 2003 resultaram no abate de 400 milhões de aves e perdas econômicas que ultrapassam US$ 20 bilhões. O caso no Brasil reforça a necessidade de vigilância constante e a fragilidade das cadeias produtivas diante de emergências sanitárias.
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