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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026
Homem agride esposa e queima ela com água quente em Apucarana

Policial

Homem agride esposa e queima ela com água quente em Apucarana

Ex-parceiro agride vítima com socos, puxões de cabelo e água quente em residência compartilhada

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Em Apucarana, no norte do Paraná, uma ocorrência de violência doméstica chocou a vizinhança no Recanto Mundo Novo na tarde de 17 de janeiro de 2026. Por volta das 15h, a Polícia Militar foi acionada via Central de Operações para atender a uma denúncia de lesão corporal contra mulher, envolvendo condição de sexo feminino e violência doméstica e familiar. O caso ocorreu na Rua Costa Rica, onde a vítima, identificada como J.S., de 20 anos, relatou os detalhes do brutal ataque sofrido em sua própria residência.

Segundo o boletim de ocorrência, J.S. ainda convive com o ex-convivente, G.F.E., no mesmo imóvel, mas em cômodos separados, uma situação que já gerava tensões. Na tarde do registro, a vítima se dirigia a um dos ambientes para recolher roupas sujas quando o agressor "surtou". Ele saiu de seu quarto de forma repentina, aproximou-se dela e iniciou a agressão: puxou seus cabelos com violência, desferiu socos na cabeça e jogou água quente em seu pé direito. Os golpes causaram vermelhidão intensa, dor aguda na região do pé e lesões na cabeça, deixando a jovem em estado de choque.

Após o ataque, G.F.E. fugiu do local, ordenando que J.S. deixasse a residência imediatamente. A vítima, ainda abalada, procurou ajuda policial e prestou depoimento completo. Durante a elaboração do boletim, um novo episódio de intimidação surgiu: a ex-sogra da solicitante, identificada apenas como Sra. J., ligou para a vítima proferindo ameaças explícitas. Ela reclamava da chamada à polícia e prometia ir até a casa para "resolver a situação" pessoalmente, agravando o clima de medo.

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J.S. informou aos policiais que não possui boletins de ocorrência anteriores nem medidas protetivas de urgência contra o ex-parceiro. No momento, ela optou por não buscar proteção judicial imediata, mas foi orientada sobre os procedimentos legais disponíveis, como o pedido de medida protetiva via Lei Maria da Penha.

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