Na madrugada desta segunda-feira (14), por volta das 02h02, a Polícia Militar de Marilândia do Sul foi acionada para atender a uma ocorrência de extrema urgência na Rua da Alegria, Morada do Sol. Um jovem, posteriormente identificado como sendo de 17 anos, ligou desesperadamente para a central de operações do 190, alegando ter sido vítima de uma facada no pescoço e estar sob ameaça de outros indivíduos, um deles portando um revólver calibre 38.
Segundo o relato inicial do solicitante, que se dizia escondido em uma área de mata, ele estaria gravemente ferido, com cortes profundos no pescoço e abdômen, sangrando abundantemente. As ligações eram frequentes e instáveis, com o jovem retornando o contato diversas vezes. Ele mencionou estar descendo em direção à chácara do Dani e afirmava ouvir o barulho da motocicleta do suposto agressor.
O atendente do 190 manteve contato com o adolescente por aproximadamente 15 minutos, buscando obter informações precisas sobre sua localização. Contudo, o jovem não colaborou, mostrando-se evasivo e limitando-se a chorar e repetir que iria morrer devido aos ferimentos. Tentativas de contato via telefone e WhatsApp para obter sua localização exata também se mostraram infrutíferas.
Diante da gravidade da situação reportada, uma equipe policial se deslocou imediatamente para o endereço indicado, nas proximidades da referida chácara. Para a surpresa dos policiais, o solicitante foi localizado e, apesar do relato dramático, não apresentava nenhum sinal dos ferimentos descritos. Pior ainda, o adolescente apresentava sinais visíveis de embriaguez.
Ao receber voz de abordagem em via pública, o jovem tentou fugir, correndo para o interior de uma residência e desobedecendo às ordens policiais. A equipe então adentrou o quintal da casa na tentativa de contê-lo, mas o adolescente demonstrou agressividade, resistindo às ordens e pulando o muro da propriedade, o que lhe causou algumas lesões leves.
A abordagem final ocorreu na rua de trás da residência, mas mesmo contido, o jovem continuou agressivo, desferindo chutes e socos contra os policiais, sendo necessário o uso de técnicas de imobilização para controlá-lo.
Após ser detido, o adolescente foi encaminhado ao pronto atendimento municipal para receber cuidados médicos. Durante o trajeto, ele proferiu diversos xingamentos à equipe policial, com frases como "seus policiais de merda" e "vocês vão ver", além de ameaçar que a situação "não ia ficar barato". Ao chegar à unidade de saúde, o comportamento desrespeitoso se estendeu aos funcionários.
Após ser atendido e medicado, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso, e o adolescente foi posteriormente conduzido à delegacia de polícia civil para as providências legais cabíveis diante da comunicação falsa de crime, desobediência, resistência e desacato.