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Terça-feira, 28 de Abril de 2026
Ministro do STF Alexandre de Moraes visita Rio para avaliar operação policial com 121 mortes

Justiça

Ministro do STF Alexandre de Moraes visita Rio para avaliar operação policial com 121 mortes

Alexandre de Moraes é o relator temporário da [Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635], conhecida como [ADPF das Favelas]

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, recebeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira (3), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova. O encontro teve como objetivo apresentar dados detalhados sobre a [Operação Contenção], realizada na semana passada nos complexos da Penha e do Alemão. Essa ação policial, que buscou conter a expansão da facção criminosa Comando Vermelho, resultou em 121 mortes, sendo quatro delas de policiais, tornando-se a incursão mais letal dos últimos 15 anos no estado.

Alexandre de Moraes é o relator temporário da [Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635], conhecida como [ADPF das Favelas], que determina medidas para reduzir a letalidade policial no Rio. Entre as regras da ADPF estão a proporcionalidade no uso da força, a instalação de câmeras em viaturas e a criação de planos para a retomada de territórios dominados por organizações criminosas. O governo informou que encaminhará ao STF o relatório sobre o cumprimento dessas normas durante a operação.

Durante a visita, Moraes pôde conhecer a Sala de Inteligência e Controle do CICC, onde sistemas de reconhecimento facial e câmeras portáteis da Polícia Militar monitoram em tempo real a movimentação nas áreas de risco do estado. O CICC é o principal centro integrado que reúne as forças de segurança estaduais e outros órgãos para o acompanhamento de emergências, eventos e ocorrências em todo o Rio.

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Na reunião, Cláudio Castro destacou que a conversa abordou o projeto de retomada de territórios em desenvolvimento pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Segundo o governador, as informações foram transmitidas de forma transparente para esclarecer o ministro sobre os desafios e a política de segurança pública local. Moraes não concedeu entrevista após a reunião.

A Operação Contenção mobilizou 2.500 policiais civis e militares e cumpriu 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão, incluindo 30 expedidos pela Justiça do Pará. Além das 121 mortes, a operação resultou em 113 prisões, a apreensão de 118 armas e cerca de uma tonelada de drogas. O governo classificou a operação como um sucesso, alegando que a maior parte dos mortos reagiu com violência, enquanto quem se entregou foi preso.

Contudo, familiares das vítimas, moradores das comunidades afetadas e organizações de direitos humanos alegam que a ação foi uma "chacina", denunciando execuções e torturas. O intenso tiroteio causado pelos confrontos e pelas retaliações criminosas gerou pânico na cidade, com fechamento de escolas, comércio e unidades de saúde nas regiões operadas.

 

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Phillipe Lima/Divulgação
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