Em Marilândia do Sul, no Norte do Paraná, uma mulher de 56 anos identificada como V.F.S. viveu momentos de terror na tarde de 28 de janeiro de 2026. Por volta das 12h07, a vítima acionou a Polícia Militar (PM) pelo telefone da vizinha, pedindo socorro na Rua Paraná, no Centro da cidade. Sob efeito visível de álcool, V.F.S. relatou à equipe que bebia cerveja com seu companheiro, A.L.C., de 47 anos, com quem convive há cerca de 22 anos.
A discussão entre o casal, inicialmente trivial, escalou rapidamente para vias de fato. Segundo a vítima, A.L.C. a agrediu fisicamente, causando escoriações no joelho e no tornozelo direito. Em um ato de desespero para se defender, V.F.S. pegou uma faca de cozinha, mas o agressor teria tomado a arma das suas mãos e passado a ameaçá-la de morte. "Ele me disse que ia me matar", teria afirmado a mulher aos policiais, ainda abalada.
Não satisfeito com a agressão, o companheiro fugiu do local levando R$ 600 em dinheiro, pertencentes a um auxílio governamental recebido por V.F.S. A PM realizou buscas intensas pela região em tentativa de localizar A.L.C., mas sem sucesso até o momento. A ocorrência foi registrada como "Ameaça contra mulher – condição sexo feminino e violência doméstica e familiar", destacando a gravidade do caso enquadrado na Lei Maria da Penha.
V.F.S. foi orientada sobre os procedimentos legais, incluindo a elaboração de boletim de ocorrência na Polícia Judiciária e medidas protetivas de urgência. Casos como esse reforçam a importância de canais de denúncia, como o 190 da PM ou o Disque 180, para vítimas de violência doméstica.
Tribuna Digital