Em Faxinal, no Paraná, uma mulher registrou na noite de 4 de janeiro de 2026 uma ocorrência de ameaça contra mulher, enquadrada como violência doméstica e familiar. O chamado à Polícia Militar ocorreu por volta das 20h50, na Rua Eduardo Murara, no Conjunto Nutrimil. A vítima, que prefere não ser identificada, descreveu um padrão de perseguição e intimidação imposto por seu ex-companheiro, logo após o término recente da união.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher já havia sofrido agressões físicas anteriormente, registradas em boletim de ocorrência único (BOU) anterior. O agressor, descrito como embriagado no momento do incidente, intensificou as ameaças naquela noite. Ela havia deixado os filhos menores com ele durante o dia, mas, ao devolvê-los, tentou forçar uma conversa. Diante da recusa dela, iniciou uma série de ligações e mensagens privadas com conteúdo ameaçador, que duraram cerca de 15 minutos.
Os filhos presenciaram todo o episódio, o que agrava a situação. A vítima relatou que o ex-companheiro costuma ligar para os celulares das crianças e pedir que coloquem no viva-voz próximo a ela, expondo-as à violência psicológica. Percebendo que ela acionava a PM, ele fugiu em sua camionete, tomando rumo ignorado. A guarnição militar orientou a mulher sobre medidas protetivas de urgência, que ela deseja providenciar, e iniciou diligências para localizar o suspeito, sem sucesso até o momento.
Esse caso reflete um problema recorrente no contexto de relações abusivas, onde o término de uniões instiga comportamentos obsessivos. Especialistas em violência de gênero destacam que ameaças verbais e perseguições digitais configuram crimes previstos na Lei Maria da Penha, podendo resultar em prisão preventiva e proibição de aproximação. A PM reforça a importância de denúncias imediatas para interromper ciclos de violência, especialmente quando crianças estão envolvidas.

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