Em Godoy Moreira, no interior do Paraná, duas mulheres procuraram o Destacamento Policial Militar nos dias 3 de janeiro de 2026 para registrar casos graves de ameaças ligadas à violência doméstica e familiar. Os boletins, lavrados na manhã daquele sábado, expõem um padrão preocupante de agressões físicas, psicológicas e chantagens digitais por parte de ex-conviventes, com risco iminente à integridade das vítimas.
No primeiro atendimento, às 10h13, na Avenida Natanael Verri, no Centro, uma mulher relatou quatro anos de abusos sofridos pelo companheiro com quem divide residência. As violências incluem agressões físicas e psicológicas constantes. Recentemente, após discussões, o agressor a ameaçou: caso ela buscasse as autoridades para denunciá-lo, ele publicaria na internet fotos e vídeos íntimos que possui dela. Na noite de 2 de janeiro, por volta das 19h30, enquanto ele estava em outra cidade passando a virada do ano com familiares, enviou mensagens reforçando a ameaça de compartilhar o material. Pior: o primo do suspeito também mandou conteúdos íntimos da vítima, que até então eram exclusivos do agressor. A equipe policial atendeu a solicitação, orientou a mulher e encaminhou o boletim à autoridade competente para providências.
Poucas horas depois, às 11h16, na Rua Cambé, também no Centro, outra vítima registrou queixa contra o ex-namorado. Após o término do relacionamento, ele passou a proferir ameaças verbais diretas. Ela suspeita que o homem tenha invadido sua residência, cortando o fio de sua máquina e quebrando uma janela – danos atribuídos a ele por ser a única pessoa com acesso ao local. Além disso, o ex anda pelo município portando uma faca e, em conversa, disse: "Essa minha faca é para outras coisas", insinuando intenções homicidas. A polícia orientou a vítima sobre seus direitos de representação criminal, confeccionou o boletim para prosseguimento e realizou patrulhamento na tentativa de localizar o autor.

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