No dia que marca o segundo aniversário dos ataques terroristas que resultaram na morte de 1.200 israelenses, autoridades de Israel e representantes do Hamas retomaram as negociações indiretas no Egito. O foco das conversas é o plano de cessar-fogo formulado pelo então presidente americano Donald Trump, que visa encerrar a guerra no Oriente Médio e estabelecer um novo governo em Gaza.
Apesar de se declarar disposto a aceitar a proposta americana, o Hamas impôs condições rigorosas. Entre elas estão: um cessar-fogo permanente, a retirada completa das tropas israelenses da Faixa de Gaza, a reconstrução da região sob liderança palestina, o retorno dos palestinos deslocados, a entrada irrestrita de ajuda humanitária e um acordo justo de troca de prisioneiros.
Do outro lado, Israel mantém suas exigências: o desarmamento total do Hamas, a libertação dos 48 reféns ainda em cativeiro e garantias de segurança antes de qualquer retirada. O primeiro-ministro israelense, Netanyahu, aprovou o plano Trump, mas insiste em rejeitar a criação de um Estado palestino, ponto que o documento americano deixa em aberto.
Fontes indicam que as negociações registraram avanços, mas a cautela persiste quanto à data de um possível acordo. Enquanto isso, o conflito continua. Israel manteve os bombardeios em Gaza, que já resultaram na morte de mais de 67 mil palestinos desde o início da guerra, com operações descritas como "cirúrgicas" contra alvos do Hamas.
Tribuna Digital