A Polícia Federal (PF) cumpriu neste sábado (27) dez mandados de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, contra condenados na suposta trama golpista que visava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em resposta à tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Entre os presos está Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, condenado a 18 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, além de multa, no Núcleo 2 da trama. Agentes da PF se dirigiram à residência de Martins, em Ponta Grossa (PR), para efetivar a ordem. Seu advogado, Jeffrey Chiquini, classificou a prisão como "abusiva" em rede social, argumentando ausência de risco de fuga e violação constitucional ao punir por atos de terceiros.
Vasques, condenado a 22 anos de reclusão no mesmo núcleo, rompeu sua tornozeleira na madrugada de quinta-feira (25), em São José (SC), e fugiu para o Paraguai. Detido ao tentar embarcar para El Salvador, foi entregue à PF na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), e transferido para Brasília.
As prisões ocorrem em sete estados – Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal –, com apoio do Exército. Além da tornozeleira, os alvos enfrentam proibições de uso de redes sociais, contato com investigados, entrega de passaportes, suspensão de porte de arma e restrições a visitas.

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