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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
Prisões na Operação Compliance Zero abalam Banco Master

Política

Prisões na Operação Compliance Zero abalam Banco Master

Ex-Banqueiro Daniel Vorcaro e Aliados São Detidos por Fraudes e Ameaças

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A Polícia Federal prendeu na manhã de quarta-feira (4) o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seu cunhado Fabiano Zettel e outros dois envolvidos, incluindo o apelidado "Sicário", Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, por ordem do ministro André Mendonça, do STF, que assumiu a relatoria após a saída de Dias Toffoli. A Operação Compliance Zero, em sua terceira fase, investiga uma organização criminosa acusada de fraudes financeiras bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro, invasões de sistemas sigilosos e intimidações violentas. Mourão, que recebia cerca de R$ 1 milhão mensais de Vorcaro por atuar como "capanga", cometeu suicídio em sua cela na Superintendência da PF em Minas Gerais, conforme confirmado pela polícia.

No centro das investigações está o grupo de WhatsApp "A Turma", que reunia Vorcaro, Zettel, um policial federal aposentado, Marilson Roseno da Silva, e Mourão. Nele, planejavam coletas ilegais de dados de sistemas da PF, MPF, FBI e Interpol, além de ações violentas contra jornalistas e opositores. As mensagens revelam ameaças explícitas, como Vorcaro dizendo sobre o jornalista Lauro Jardim, do O Globo: "Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto". Hackeando sistemas da PF e PGR, Vorcaro descobriu sua prisão iminente e pagou R$ 2 milhões ao site O Bastidor para publicar a informação, usando a reportagem para que seus advogados pedissem à Justiça o afastamento de medidas cautelares.

Outras conversas chocantes incluem Vorcaro informando à noiva, em abril de 2025, sobre um encontro com o ministro Alexandre de Moraes perto de casa, seguido de uma ligação de vídeo confirmada em mensagens [original]. A PF também realizou buscas nas residências do ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, e do ex-servidor Belline Santana, acusados de receber propina para atuar como consultores privados de Vorcaro em questões regulatórias, resultando em seus afastamentos. Zettel, pastor e doador de campanhas políticas, viabilizava os pagamentos ilícitos do grupo.

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Vorcaro, agora preso em presídio estadual, nega todas as acusações. A Segunda Turma do STF decidirá em breve se as prisões preventivas serão mantidas, em meio a bloqueios de até R$ 22 bilhões em bens.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Folhapress
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