Nas últimas duas semanas, o Irã mergulhou em uma onda de protestos massivos contra a inflação galopante de 40% e o regime autoritário do aiatolá Ali Khamenei. O que começou como manifestações isoladas transformou-se em um confronto sangrento, com forças de segurança atirando diretamente contra civis desarmados, segundo organizações de direitos humanos. Até o momento, registra-se 551 mortes — 503 civis e 48 policiais — e mais de 10,6 mil prisões. Com a internet cortada pelo governo desde quinta-feira, os números reais podem ser ainda mais alarmantes, com denúncias de corpos amontoados em hospitais e indícios de um massacre em andamento.
Manifestantes erguem a antiga bandeira iraniana, símbolo da monarquia derrubada pela Revolução Islâmica de 1979, expressando rejeição total ao regime teocrático. Dentro e fora do país, a imagem viraliza como ícone de resistência, alimentando um sentimento de revolta popular que ganha eco global.
A crise aprofunda-se rapidamente. Nos últimos dias, relatos de violência extrema multiplicam-se, com protestos se espalhando por diversas cidades. O corte de internet isola o país, impedindo verificações independentes e amplificando temores de subnotificação de vítimas. Ativistas internacionais alertam para violações graves de direitos humanos, cobrando ação da comunidade global.
No front diplomático, os Estados Unidos monitoram de perto. Neste fim de semana, o secretário de Estado americano reuniu-se com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para discutir intervenções. Jornais israelenses indicam que Washington planeja uma operação militar, embora detalhes sobre forma, escala e timing permaneçam sigilosos. Na noite de ontem, o ex-presidente Donald Trump declarou que o Irã "cruzou a linha vermelha" e anunciou que "estamos considerando opções muito fortes", sinalizando uma decisão iminente.
Em retaliação, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian rotulou os manifestantes como "ligados a terroristas" e ameaçou ataques a Israel e bases americanas em caso de ação militar dos EUA. Horas depois, publicou uma charge satírica retratando Trump como um sarcófago em ruínas, escalando a retórica beligerante. O mundo observa tenso, enquanto o futuro do regime de Khamenei pende por um fio.
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