O campo paranaense celebra um marco histórico na produção de milho, com a primeira safra atingindo 90% da colheita e projetando a maior produtividade média já registrada. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), revelam um cenário promissor para o cereal, contrastando com os desafios enfrentados pela soja e pela segunda safra do milho.
A estimativa para a produção da primeira safra do milho é de 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 13% em relação ao ano passado. A produtividade média de 10.627 quilos por hectare supera o recorde anterior, impulsionada por condições climáticas favoráveis e tecnologias avançadas. O mercado também se mostra aquecido, com a saca do milho sendo negociada a cerca de R$ 70, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.
No entanto, as expectativas para a segunda safra do milho não são tão otimistas. A falta de chuvas em março e as altas temperaturas devem impactar negativamente a produção, que atualmente está estimada em 15,9 milhões de toneladas. A situação exige atenção dos produtores e autoridades, que monitoram de perto o desenvolvimento da cultura.
Enquanto o milho colhe bons frutos, a soja enfrenta desafios climáticos que reduziram a estimativa de produção para 21,06 milhões de toneladas. A irregularidade das chuvas, especialmente nas regiões Oeste e Norte do Paraná, impactou a produtividade, resultando em perdas de 1,17 milhão de toneladas. Apesar disso, a colheita, que já atingiu 90% da área plantada, garante números expressivos para a oleaginosa.
O setor de olericultura também apresenta variações. A colheita da segunda safra da batata segue com boa produtividade, enquanto a safra de cebola foi encerrada com resultados revisados. O tomate, por sua vez, enfrenta desafios na segunda safra, com produtividade abaixo do esperado e aumento significativo nos preços.
As culturas de inverno, como aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale, já apresentam as primeiras intenções de plantio, com estimativa de produção de 3,8 milhões de toneladas em 2025. O feijão de segunda safra mantém-se estável, com expectativa de colheita de 610,6 mil toneladas.
O Boletim de Conjuntura Agropecuária do Deral também destaca outros setores do agronegócio paranaense, como a expectativa de melhores preços para o gado de leite, o recorde de abates de suínos e a produção de ovos, que coloca o Paraná em segundo lugar no ranking nacional.
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