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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026
Servidor do IFPR é preso em flagrante por apologia ao nazismo e ameaças de atentado em Curitiba

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Servidor do IFPR é preso em flagrante por apologia ao nazismo e ameaças de atentado em Curitiba

Polícia Civil cumpre mandado no Rebouças e apreende materiais extremistas; instituição inicia processo disciplinar contra assistente administrativo

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Na véspera do Réveillon, a Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente Phetronio Paulo de Medeiros, servidor público federal lotado no Instituto Federal do Paraná (IFPR), no bairro Rebouças, em Curitiba. A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), decorre de investigação que revelou a propagação de ideais neonazistas nas redes sociais pelo suspeito.

Medeiros, assistente em administração no IFPR, usava perfis em diversas plataformas para exibir símbolos nazistas proibidos, como a cruz suástica, compartilhar fotos com armas e proferir ameaças de ataques violentos contra grupos específicos. As postagens sugeriam planejamento de atentados e interações com fóruns extremistas, validando discursos de supremacia racial e incitação à violência contra minorias.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes confiscaram computadores, celulares e materiais alusivos ao regime nazista. O monitoramento prévio identificou o histórico digital do servidor, com conteúdos de ódio que configuram crimes graves.

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O IFPR confirmou a lotação do suspeito e anunciou a abertura imediata de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Em nota oficial, a instituição repudiou a conduta, reforçando seu compromisso com a democracia, os direitos humanos e o combate a qualquer apologia ao crime ou discurso de ódio. A medida pode resultar na demissão definitiva de Medeiros do serviço público.

Legalmente, o caso se enquadra na Lei 7.716/1989, que torna a apologia ao nazismo crime inafiançável e imprescritível. Phetronio enfrenta acusações acumuladas por fabricar ou veicular símbolos nazistas, ameaça comprovada por postagens e incitação ao crime via incentivo à violência em ambientes digitais. As autoridades seguem apurando possíveis conexões com redes extremistas.

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