Em uma noite tensa no Conjunto Habitacional Fariz Gebrim, em Apucarana, no Paraná, a Polícia Militar foi acionada na madrugada deste sábado (13) para atender uma ocorrência de perturbação do sossego alheio. O chamado veio via aplicativo SADE, feito pela Sra. S. A. S., de 52 anos, que relatou uma situação alarmante envolvendo seu sobrinho, R. B. S. S., de 30 anos, conhecido por ser usuário de substâncias entorpecentes.
Segundo o boletim de ocorrência registrado às 00:07:34, o jovem estava em frente ao portão da residência da tia, aparentemente sob efeito de drogas. A moradora descreveu que, enquanto o sobrinho permanecia no local, três indivíduos não identificados se aproximaram e passaram a agredi-lo fisicamente. Os agressores proferiram ameaças, motivados por uma suposta dívida relacionada ao tráfico ou consumo de entorpecentes. A cena gerou medo e perturbação na vizinhança, configurando perturbação do trabalho ou sossego alheio.
Após a saída dos agressores, a situação não terminou. R. B. S. S. começou a pressionar insistentemente a tia para que lhe fornecesse dinheiro, com o claro objetivo de comprar mais drogas. A insistência transformou o episódio em um caso de coação familiar, agravando o desespero da solicitante.
Ao chegar ao endereço na rua Angela Cristina Stoppa, os policiais não encontraram o sobrinho, que já havia fugido. Diligências foram realizadas nas imediações, mas ele não foi localizado. A equipe orientou a Sra. S. A. S. sobre os procedimentos legais: a possibilidade de fazer uma representação criminal contra o sobrinho, com prazo decadencial de 180 dias, e a opção de requerer medidas protetivas de urgência, caso sinta necessidade de proteção.
O caso expõe os dramas cotidianos ligados ao uso de drogas em comunidades residenciais. Ocorrências como essa são comuns em áreas urbanas, onde dívidas no mundo das entorpecentes geram violência e afetam famílias inteiras.

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