Segundo dados da própria Receita Federal, o valor que poderia ter sido alocado para projetos sociais por meio do Imposto de Renda Pessoa Física, sem gerar qualquer custo extra para quem declara, atinge a casa dos bilhões de reais. Essa ferramenta de incentivo fiscal permite que o contribuinte escolha destinar uma porcentagem do seu imposto devido ou a restituir para fundos e projetos sociais habilitados.
Apesar desse enorme potencial de transformação social, a realidade de 2024 mostrou um cenário distante do ideal. Apenas 2,43% desse valor bilionário foi, de fato, destinado a instituições filantrópicas e projetos sociais. Isso significa que a grande maioria dos recursos que poderiam estar trabalhando em prol da sociedade permaneceu nos cofres públicos, sem seguir para as pontas que mais necessitam.
Essa simples decisão, tomada no momento da declaração do IR, possui o poder de impactar diretamente a vida de milhares de pessoas. Destinar até 3% do Imposto de Renda – seja ele a pagar ou a ser restituído – para projetos sérios e de grande impacto, como os desenvolvidos pelo Pequeno Príncipe, o maior hospital pediátrico do Brasil, representa um apoio fundamental.
O Hospital Pequeno Príncipe, reconhecido nacionalmente pela excelência no atendimento infantojuvenil, atende cerca de 60% de seus pacientes exclusivamente via Sistema Único de Saúde (SUS). A destinação do IR para a instituição auxilia na manutenção e expansão de seus serviços de saúde de alta complexidade, garantindo que crianças e adolescentes de todo o país tenham acesso a tratamentos de qualidade e a esperança de um futuro mais saudável.
A baixa adesão à destinação do IR para projetos sociais aponta para a necessidade de maior conscientização e informação por parte dos contribuintes. É fundamental que mais pessoas descubram como essa ferramenta pode ser utilizada para fazer a diferença na vida de quem precisa, sem pesar no bolso. A solidariedade fiscal é um caminho simples e eficaz para fortalecer o terceiro setor e impulsionar ações que salvam vidas e transformam comunidades.
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