Um caso chocante abala a saúde pública no Paraná. Um técnico de enfermagem foi preso em Curitiba sob gravíssimas acusações de abuso sexual contra pacientes inconscientes. A situação se agrava com a descoberta de que o suspeito filmava os atos, fazia uso indevido de medicamentos controlados furtados e é portador do vírus HIV, o que resultou em indiciamento também por perigo de contágio de moléstia grave.
Wesley da Silva Ferreira, de 25 anos, foi detido pela Polícia Civil do Paraná (PC-PR) após a denúncia de seu namorado, que encontrou vídeos dos abusos no celular do técnico de enfermagem. As investigações apontam que os crimes ocorreram em duas unidades de saúde na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Segundo o delegado Tiago Dantas, as gravações já identificaram pelo menos quatro vítimas, todas pacientes do sexo masculino em estado de inconsciência. Além do material audiovisual perturbador, buscas na residência de Wesley revelaram a posse de medicamentos controlados de uso hospitalar, como fentanil, quetamina e morfina, que teriam sido desviados de seus locais de trabalho.
Apurou-se ainda que Wesley é soropositivo para o vírus HIV desde 2019. Diante dessa informação, ele também responderá pelo crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, mediante a prática de ato capaz de produzir contágio de moléstia grave, o que eleva a seriedade das acusações.
Os dispositivos eletrônicos de Wesley foram apreendidos e encaminhados para análise pericial, com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas ou a prática de crimes adicionais. O técnico de enfermagem permanece preso no sistema penitenciário, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para desvendar todos os detalhes do caso.
O episódio lança um alerta sobre a vulnerabilidade de pacientes em ambientes de saúde e a necessidade urgente de rigorosos processos de seleção e supervisão de profissionais. Especialistas reforçam a importância de mecanismos de controle mais eficazes para garantir a segurança e o bem-estar dos internados. As autoridades buscam garantir que a justiça seja feita pelas vítimas e que medidas preventivas sejam implementadas para evitar a repetição de crimes tão hediondos.
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