O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu ao Hamas até as 18h de domingo (5), horário de Washington (19h, no horário de Brasília), para aceitar ou rejeitar seu plano de paz para o futuro de Gaza. Em uma publicação no Truth Social, nesta sexta-feira (3), Trump classificou o prazo como a "última chance" e alertou que, se não houver acordo, "todo o inferno" se desencadeará contra o grupo militante palestino.
Em resposta, o Hamas sinalizou, também nesta sexta-feira, que concorda com alguns dos termos da proposta de 20 pontos, notadamente a libertação de todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, em troca de prisioneiros palestinos. O grupo expressou "aprovação" da fórmula de troca e disse estar disposto a entrar imediatamente em negociações mediadas para discutir os detalhes.
No entanto, o Hamas evitou abordar questões cruciais e controversas do plano, como o desarmamento e a desmilitarização de Gaza, exigidas por Israel e pelos EUA, e uma retirada israelense em etapas. O grupo já havia rejeitado o desarmamento anteriormente e busca uma retirada total e imediata de Israel. Uma autoridade sênior do Hamas afirmou à Al Jazeera que o grupo não se desarmaria antes do fim da ocupação israelense.
Após a declaração do Hamas, que ele considerou um sinal de que o grupo está "pronto para uma PAZ duradoura", Trump pediu que Israel "pare imediatamente o bombardeio de Gaza" para permitir a retirada segura dos reféns.
O plano de Trump estabelece, além do cessar-fogo e da troca de prisioneiros, o desarmamento do Hamas e um governo de transição internacional em Gaza. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia endossado o documento, que, segundo ele, satisfaz os objetivos de guerra de Israel.
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