A madrugada de 11 de outubro de 2025 em Apucarana foi marcada por uma ocorrência de ameaça grave e desacato que culminou no uso de um cão policial. Uma equipe do Canil da Polícia Militar realizava patrulhamento no Loteamento Residencial Sumatra I, quando se deparou com uma aglomeração de pessoas em um bar, que, ao notarem a presença policial, passaram a se esconder, gerando fundada suspeita e motivando a abordagem. Durante a fiscalização dos frequentadores, a maioria colaborou com os procedimentos de rotina.
No entanto, um dos presentes, posteriormente identificado como J. C. S. B., de 42 anos, demonstrou comportamento hostil e passou a desacatar a equipe policial com palavras de baixo calão e ofensas diretas, como "policial vagabundo não pode me abordar". Além de proferir os insultos, ele desobedeceu repetidamente às ordens legais para que mantivesse a calma e ficasse em silêncio. O ápice da situação ocorreu quando o indivíduo avançou contra a equipe com evidente intenção de agressão física. Diante da resistência e da iminente ameaça à integridade física dos policiais, foi empregado o cão policial "Buddy" como Instrumento de Menor Potencial Ofensivo (IMPO), em conformidade com a legislação que regula o uso de força policial.
O cão "Buddy" agiu de forma a cessar a ameaça, realizando mordidas na região da coxa direita e panturrilha esquerda do agressor, que só assim parou a investida. O indivíduo foi contido e levado para atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local. Contudo, mesmo sob custódia e em atendimento, J. C. S. B. continuou com o comportamento ameaçador. Ele proferiu ameaças de morte à equipe policial, afirmando que "acabaria com a vida dos policiais" e que suas famílias "pagariam pelo que está acontecendo". Após a liberação médica, o homem foi encaminhado à 17ª Subdivisão Policial de Apucarana para os procedimentos cabíveis, respondendo agora pelos crimes de Desacato, Desobediência e Ameaça contra a autoridade policial. O uso do cão policial foi essencial para evitar um confronto mais grave e garantir a segurança dos agentes em serviço.
Comentários: