O Brasil consolidou-se em 2025 como o principal “exportador” de riqueza da América Latina. Estimativas indicam que cerca de 1,2 mil milhão de milionários brasileiros transferiram seu endereço fiscal para o exterior, em busca de maior estabilidade jurídica, melhor planejamento tributário e condições mais favoráveis de sucessão familiar. A mudança não implica, necessariamente, deixar o país em termos de residência, mas altera de forma direta o destino dos impostos pagos por esse grupo de alta renda.
O fenômeno não é isolado. México e Colômbia perderam aproximadamente 150 milionários cada, enquanto a Argentina viu ao menos 100 grandes investidores mudarem seu domicílio fiscal para outros mercados. Na prática, a saída desses contribuintes significa que eles deixam de recolher tributos em seus países de origem, contribuindo para uma redução relevante na arrecadação dos governos latino-americanos e pressionando ainda mais orçamentos públicos já fragilizados.
No total, calcula-se que esse movimento de realocação de fortunas represente uma retirada de cerca de 8,4 bilhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 46 bilhões de reais, da economia da região. Em contraste com a debandada, Costa Rica e Panamá surgem como destinos preferidos desses milionários, atraindo em torno de 300 indivíduos de alta renda cada um. Esses países apostam em políticas migratórias ágeis, marcos regulatórios mais previsíveis e cargas tributárias menores para se posicionarem como hubs seguros para patrimônio latino-americano, aprofundando a competição fiscal dentro do próprio continente.
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