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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025
Câmara aprova mudança no PL Antifacção para impedir voto de presos provisórios

Política

Câmara aprova mudança no PL Antifacção para impedir voto de presos provisórios

Com ampla maioria, deputados aprovam emenda que suspende temporariamente o direito ao voto de presos em prisão provisória, visando reduzir custos e riscos operacionais; proposta segue agora para o Senado

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A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (18) uma importante alteração no Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, conhecido como PL Antifacção, que impede presos provisórios de exercerem o direito ao voto. A emenda, proposta pelo deputado Marcel van Hattem (Novo), recebeu 349 votos favoráveis, 40 contrários e uma abstenção, refletindo amplo apoio parlamentar à medida.

Atualmente, segundo a Constituição Federal, os direitos políticos são suspensos para condenados com sentença penal transitada em julgado, mas presos provisórios e temporários, que ainda não foram condenados, mantêm o direito ao voto. A mudança, no entanto, argumenta que a privação de liberdade torna incompatível o exercício pleno da cidadania, considerando que votar exige liberdade e autonomia de vontade, condições inexistentes durante a prisão provisória.

Além do aspecto constitucional, o texto busca reduzir os custos e riscos que o Estado enfrenta ao organizar seções eleitorais dentro dos presídios, mobilizando recursos humanos e materiais significativos. A emenda ressalta que a suspensão temporária do direito ao voto não antecipa punições nem fere a presunção de inocência, uma garantia constitucional.

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A votação revelou o apoio de grande parte da oposição e de integrantes do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto a bancada do PSOL manteve-se contrária. Deputados como Kim Kataguiri (União-SP), Marco Feliciano (PL-SP) e Adriana Ventura (Novo-SP) tiveram votação favorável, assim como representantes petistas Arlindo Chinaglia (SP), Benedita da Silva (RJ) e Alencar Santana (SP). Já lideranças do PSOL, como Luiza Erundina e Sâmia Bomfim, votaram contra.

Com a aprovação na Câmara, o PL Antifacção segue para o Senado, que contará com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator. Na Câmara, o relator foi o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de segurança pública de São Paulo, que elogiou a medida e criticou a atual gestão federal, embora tenha negado politização do tema.

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