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Quarta-feira, 11 de Marco de 2026
China condena ataques dos EUA e pede cessar-fogo imediato no Oriente Médio

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China condena ataques dos EUA e pede cessar-fogo imediato no Oriente Médio

Embaixador chinês na ONU destaca violação do direito internacional e risco de proliferação nuclear

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A reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas neste domingo (22) trouxe à tona a crescente preocupação global com a escalada militar no Oriente Médio. A China, em particular, condenou veementemente os recentes ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares iranianas, exigindo um cessar-fogo imediato e o fim das hostilidades.

Em pronunciamento, Fu Cong, embaixador chinês junto à ONU, enfatizou que os atos norte-americanos "violam claramente os princípios do direito internacional, assim como a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã". Ele alertou que tais ataques exacerbaram as tensões na região e representam um "duro golpe ao regime internacional de não proliferação nuclear".

O diplomata chinês instou todas as partes envolvidas, especialmente Israel, a declarar um cessar-fogo imediato para evitar a propagação do conflito. "As partes envolvidas deveriam acatar o direito internacional e frear o uso da força. Pedimos proteção aos civis. As vítimas de todos os conflitos são as pessoas inocentes", afirmou Fu Cong, expressando a profunda tristeza da China pelas inúmeras vítimas.

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Reforçando a necessidade de uma abordagem diplomática, o embaixador chinês defendeu que "a paz no Oriente Médio não pode ser conseguida mediante o uso da força. O diálogo e a negociação são as saídas fundamentais". Ele ressaltou que os meios diplomáticos para a questão nuclear iraniana ainda não foram esgotados, mantendo a esperança de uma solução pacífica.

O representante chinês também pressionou o Conselho de Segurança da ONU a agir de forma diligente, lembrando que o órgão é "o principal responsável de manter a paz e a segurança internacionais e não pode permanecer passivo diante de uma crise de tal envergadura". A China, em conjunto com a Rússia e o Paquistão, propôs um projeto de resolução que busca um cessar-fogo incondicional, a proteção de civis e o início de diálogo e negociação.

O recente agravamento do conflito teve início com um ataque surpresa de Israel contra o Irã em 13 de junho, sob a alegação de que o país persa estaria próximo de desenvolver uma arma nuclear. No sábado (21), os Estados Unidos atacaram as usinas nucleares iranianas de Fordow, Natanz e Esfahan. O Irã, por sua vez, sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e que estava em negociação com os EUA para garantir o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Embora a AIEA tenha acusado o Irã de não cumprir todas as suas obrigações, não há provas de que o país esteja construindo uma bomba atômica. O Irã acusa a agência de motivação política e influência de potências ocidentais. Em março, a Inteligência dos EUA havia afirmado que o Irã não estava construindo armas nucleares, informação agora questionada pelo presidente Donald Trump. Historicamente, fontes indicam que Israel mantém um programa nuclear secreto desde a década de 1950, que teria desenvolvido pelo menos 90 ogivas atômicas.

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