Uma simples perturbação de sossego no Jardim Imperial, em Ivaiporã, escalou para um incidente de desacato e resistência à prisão na noite de sexta-feira, 3 de maio. Uma jovem foi detida após ameaçar uma vizinha e desrespeitar uma equipe da Polícia Militar acionada para resolver o conflito.
A situação teve início por volta das 18h30, quando a equipe RPA foi chamada via sistema para atender a uma ocorrência de perturbação de sossego na Rua Valentim Talarico. No local, a solicitante relatou que sua vizinha mantinha um som alto desde o começo da tarde, causando incômodo e impedindo o sono de seu bebê de 11 meses. A moradora deixou claro que não desejava fazer uma representação formal contra a vizinha, pedindo apenas que a polícia orientasse para que o barulho cessasse.
Em contato com a vizinha apontada como causadora do ruído, esta se mostrou compreensiva e se comprometeu a desligar o aparelho de som. No entanto, a filha da vizinha, que também estava presente na residência, visivelmente alterada e possivelmente embriagada, interveio na conversa.
A jovem passou a proferir ameaças diretas contra a solicitante, dizendo que ela "iria se fuder" e que a questão "não ficaria assim". Ao ser orientada pela equipe policial a não criar mais confusão, pois a situação do barulho já estava sendo resolvida amigavelmente, a jovem dirigiu-se de forma agressiva a um dos policiais militares, mandando-o "calar a boca" e dizendo que "ninguém mandava nela" e que ele "não seria homem de entrar em sua casa".
Diante do claro desacato à autoridade policial, foi dada voz de prisão à jovem. Contudo, ela se recusou a acatar a ordem e se negou a sair da residência. Diante da recusa e da necessidade de efetuar a detenção, a equipe policial precisou transpor o muro para acessar a residência.
Durante a tentativa de algemamento, a jovem resistiu passivamente, agarrando-se a uma porta e usando força física para impedir a ação dos policiais. Foi necessário o uso moderado de força física, conforme previsto no manual da PMPR e na súmula vinculante nº 11 do STF, para contê-la e algemá-la.
Após ser contida, a jovem teve seus direitos constitucionais resguardados e foi encaminhada à 6ª Companhia Independente de Polícia Militar para a lavratura do Termo Circunstanciado relativo aos fatos. Um Auto de Resistência à Prisão também foi formalizado.
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