Em dois atendimentos separados ocorridos na noite de 11 de janeiro de 2026, a Polícia Militar do Paraná interveio em situações de desobediência a decisões judiciais envolvendo a guarda e o direito de convivência de crianças e adolescentes. Os incidentes, registrados em Marilândia do Sul e Apucarana, expõem tensões familiares comuns em disputas parentais, onde prazos de devolução de menores não foram respeitados, gerando acionamentos policiais para cumprimento de ordens do Poder Judiciário.
No primeiro caso, por volta das 19h42, em Marilândia do Sul, na Avenida Três de Outubro, no Centro, a PM foi acionada pela mãe de uma adolescente de 13 anos. A mulher, de 34 anos, relatou que a filha passou o final de semana com o pai, de 41 anos, que tem direito de convivência autorizado até as 18h de domingo. Apesar do prazo, a menina não foi devolvida. Ao chegar à residência do pai, os policiais conversaram com as partes. A adolescente manifestou veementemente o desejo de permanecer com o genitor, alegando medo de agressões da mãe – embora não exibisse lesões visíveis no momento.
A mãe apresentou um termo de mediação e conciliação do Tribunal de Justiça da comarca local, que determinava a devolução até as 18h. Diante da decisão judicial, a equipe orientou o pai e a adolescente sobre os passos legais para rever a guarda, como um pedido formal ao Judiciário. A menina foi entregue à genitora para cumprir a ordem vigente, evitando escalada do conflito no local.
Já em Apucarana, às 20h08, na Avenida Rafael Sorpile, no Jardim Marissol, outro pai acionou a PM por descumprimento similar. O senhor de 52 anos, detentor da guarda unilateral do filho menor, informou que a mãe, não devolveu a criança até as 18h, conforme decisão da Vara de Família da Comarca de Apucarana. O homem destacou a urgência, pois o menor tinha consulta médica marcada para o dia seguinte, 12 de janeiro, às 13h30. Ele planeja recorrer à Defensoria Pública para medidas cabíveis. A equipe registrou o boletim, mas a descrição não detalha a localização da criança ou resolução imediata no local.
Esses episódios ilustram desafios recorrentes em varas de família, onde decisões judiciais buscam equilibrar direitos parentais, mas enfrentam resistências emocionais. Especialistas em direito de família enfatizam a importância de mediações prévias para evitar intervenções policiais, que atuam apenas para fazer cumprir ordens vigentes. Em ambos os casos, não houve registro de violência física, mas as alegações de ameaças e preferências das crianças reforçam a necessidade de avaliações psicológicas em processos de guarda.
Autoridades recomendam que pais em litígio priorizem canais judiciais, como revisões de guarda ou supervisão do Ministério Público, para proteger o bem-estar dos menores. A PM, por sua vez, reforça seu papel fiscalizador, sem poder alterar decisões judiciais.
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