Um caso de desinteligência e violência doméstica e familiar contra mulher, motivado por ciúmes relacionados a redes sociais, foi registrado em Apucarana na noite de 1º de agosto de 2025. A equipe policial foi acionada pela Central de Operações para atender a uma ocorrência na Rua Humberto Montalli, no Jardim Itália.
No local, os policiais fizeram contato com a Sra. E., de 36 anos, que relatou uma série de agressões e ameaças por parte de seu convivente, E., de 51 anos. De acordo com o depoimento da vítima, a primeira ocorrência de violência se deu no dia 21 de julho de 2025, uma segunda-feira. Naquela data, seu companheiro, tomado por ciúmes, teria arremessado o aparelho celular dela no chão. O motivo do ataque de ciúmes, segundo a Sra. E., foi um vídeo que ela havia publicado na plataforma TikTok.
Após o incidente de 21 de julho, a Sra. E. adquiriu um novo aparelho celular. No entanto, a situação de ameaça se repetiu na data da ocorrência. A vítima relatou que, em 1º de agosto, seu convivente voltou a ameaçá-la, afirmando que, caso ela publicasse outro vídeo em rede social, ele jogaria novamente o aparelho no chão. Essa reincidência nas ameaças e na tentativa de controle demonstra um padrão de comportamento abusivo.
Diante dos fatos e do relato detalhado da Sra. E., a vítima foi devidamente orientada sobre os procedimentos legais cabíveis. Ela manifestou a intenção de representar posteriormente contra o autor, o que significa que, embora não tenha formalizado a queixa no momento, poderá fazê-lo em um futuro próximo. Essa possibilidade de representação posterior é um direito da vítima em casos de violência doméstica, garantindo que ela tenha tempo para decidir sobre as medidas legais.
O autor da violência, E., de 51 anos, deixou a residência logo após o contato da polícia e se dirigiu à casa de familiares, evitando um confronto direto no momento do registro da ocorrência. O caso evidencia como o ciúme excessivo, especialmente amplificado pelo uso de redes sociais, pode escalar para atos de violência doméstica, tanto física quanto psicológica, afetando a integridade e a liberdade da vítima. As autoridades reforçam a importância de denunciar esses casos para que as vítimas recebam o apoio necessário e os agressores sejam responsabilizados.
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