O presidente cubano Miguel Díaz-Canel classificou como "ataque criminoso" e "terrorismo de estado" os bombardeios dos Estados Unidos contra a Venezuela, realizados na madrugada de sábado (3) em Caracas e outros estados. Em postagem nas redes sociais, ele afirmou que a "#ZonaDePaz" da América Latina está sendo "brutalmente atacada", exigindo resposta urgente da comunidade internacional. A declaração se alinha a condenações regionais e internacionais, em meio à captura do presidente Nicolás Maduro anunciada pelo presidente americano Donald Trump.
Díaz-Canel, líder de Cuba —país sob embargo econômico dos EUA há décadas—, uniu-se ao chanceler Bruno Rodríguez e ao primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz nas críticas. Rodríguez chamou os ataques de "covardes", destacando que a Venezuela não agrediu ninguém. Marrero reforçou a necessidade de mobilizar a região para defender a América Latina e o Caribe como zona de paz. O governo venezuelano confirmou a "agressão muito grave" em locais civis e militares nos estados de Miranda, Aragua, La Guaira e na capital, ordenando o desdobramento imediato do Comando de Defesa Integral da Nação em todo o país.
Do lado internacional, o Irã repudiou o ataque como "violação flagrante da soberania" venezuelana. O chanceler Abas Araghchi cobrou ação imediata do Conselho de Segurança da ONU para interromper a "agressão ilegal" e punir os responsáveis. A Rússia, por sua vez, expressou "profunda preocupação" com o "ato de agressão armada", pedindo diálogo para evitar escalada. O Ministério das Relações Exteriores russo enfatizou a busca por uma saída pacífica.
Trump justificou a operação acusando Maduro de comandar um "narcoestado" e fraudar as eleições de 2025, vencidas pela oposição segundo relatos. Maduro, no poder desde 2013 como sucessor de Hugo Chávez, alega que os EUA miram as maiores reservas de petróleo do mundo. Apesar dos ataques, a PDVSA —estatal venezuelana de energia— reportou produção e refino normais no sábado, com instalações chave intactas, conforme fontes internas. O vice-presidente venezuelano exige dos EUA prova de vida de Maduro, retirado do país.
A tensão regional cresce em um contexto de alianças históricas entre Venezuela, Cuba, Irã e Rússia contra interesses americanos na América do Sul. Autoridades venezuelanas mobilizam defesas, enquanto a comunidade global monitora possíveis retaliações.

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