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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026
Dólar atinge pico próximo a R$ 5,60 com empresas tirando dinheiro do Brasil

Economia

Dólar atinge pico próximo a R$ 5,60 com empresas tirando dinheiro do Brasil

Remessas de lucros ao exterior e juros altos pressionam câmbio e bolsa brasileira

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Em um dia marcado por volatilidade no mercado financeiro, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,584 na segunda-feira (22), com alta de 0,99% (R$ 0,055). A moeda norte-americana chegou perto de R$ 5,60, maior patamar desde 31 de julho, impulsionada pelo aumento das remessas de lucros e dividendos de empresas brasileiras para o exterior. Apesar de uma queda inicial nos primeiros minutos de negociação, a cotação inverteu o rumo após a abertura dos mercados nos Estados Unidos.

A valorização do dólar em dezembro acumula 4,67%, embora apresente recuo de 9,64% ao longo de 2025. Esse movimento contrasta com o desempenho da bolsa de valores, onde o índice Ibovespa da B3 terminou em 158.142 pontos, com leve perda de 0,21%. A desvalorização veio após duas sessões consecutivas de ganhos, pressionada pela alta dos juros futuros, que estimula a migração de recursos da renda variável para a fixa.

O principal fator por trás da pressão cambial é a corrida das grandes empresas para enviar lucros e dividendos ao exterior antes de 1º de janeiro de 2026. A partir dessa data, essas remessas incorrerão em 10% de Imposto de Renda (IR), assim como os dividendos acima de R$ 50 mil mensais. Atualmente isentas, as operações estão sendo aceleradas nos últimos dias de vigência da regra atual, drenando divisas do país.

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Mesmo com notícias positivas, como a aprovação do Orçamento de 2026 pelo Congresso Nacional e a arrecadação federal recorde de R$ 226,75 bilhões em novembro, o mercado não reagiu com otimismo. No cenário de ações, a ausência de sinais claros sobre o início do ciclo de cortes na Taxa Selic pelo Banco Central (BC) – previsto para janeiro ou março – elevou os juros futuros. Essa dinâmica afeta a maioria das empresas listadas, reduzindo o apelo das ações em meio às alternativas mais seguras da renda fixa.

Enquanto bolsas internacionais registravam altas, o mercado brasileiro reflete preocupações locais com fluxo de capitais e política monetária. Investidores aguardam próximos passos do BC para vislumbrar alívio na pressão sobre o real.

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