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Domingo, 19 de Abril de 2026
Empresas deixam pauta da diversidade após prejuízos pelo mundo

Economia

Empresas deixam pauta da diversidade após prejuízos pelo mundo

Empresas recuam em relatórios de diversidade, mas compromissos persistem em parte do mercado

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A adesão de companhias da lista Fortune 500 — que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos — ao índice de políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) despencou 65% no último ano. Em números absolutos, o grupo de empresas que contribuíram com dados para a análise de igualdade corporativa encolheu de 377 em 2025 para apenas 131 em 2026, segundo relatório recente.

Gigantes do varejo, fast-food e finanças lideram as deserções. Walmart, McDonald’s, JPMorgan Chase e Ford estão entre as que optaram por não fornecer informações para a avaliação deste ano. Esse movimento reflete uma tendência crescente: muitas corporações abandonam ou minimizam as políticas DEI em suas culturas internas, evitando exposição pública no tema sensível.

O recuo ganha força em meio a pressões de figuras conservadoras nos EUA. Elas criticam metas de contratação por cotas raciais ou de gênero e questionam patrocínios a eventos LGBTQ+. Líderes como Elon Musk e Vivek Ramaswamy têm impulsionado o debate, argumentando que tais práticas priorizam ideologia sobre mérito, o que assusta executivos preocupados com boicotes de consumidores e ações judiciais.

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Por que isso importa? A mudança sinaliza uma reviravolta no mundo corporativo, onde o DEI, outrora pilar de marcas progressistas pós-George Floyd, agora vira alvo em um clima político polarizado. Empresas temem perder investidores e clientes em estados republicanos, como Texas e Flórida, que aprovaram leis anti-DEI.

Nem tudo está perdido para os defensores da causa. Apesar das saídas, 534 das 1.450 empresas participantes ainda conquistaram nota máxima de 100 no índice. Além disso, 98% das avaliadas mantêm proteções explícitas contra discriminação por identidade de gênero e orientação sexual. Isso sugere que compromissos estruturais sobrevivem, mesmo com menos visibilidade pública.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Alisha Jucevic | Bloomberg
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