O escândalo que abala a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) ganhou novo fôlego no início desta semana. Áudios divulgados em plataformas digitais e sites de notícias revelam um suposto esquema de "rachadinhas" na empresa pública, com indícios de desvios de recursos para tapar um rombo de cerca de R$ 4 milhões na campanha do governador Ratinho Jr. às eleições de 2022. O Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), abriu apuração formal para analisar o conteúdo desses registros, que explodiram em repercussão nacional.
A iniciativa da PRE responde a uma enxurrada de denúncias protocoladas no órgão, apontando para possíveis práticas de caixa dois. "Esse caso precisa ser investigado. As autoridades competentes acionadas devem uma resposta à toda sociedade paranaense", cobra o deputado Arilson Chiorato, líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente do PT-PR. Chiorato, ao lado do deputado Requião Filho (PDT), tem acompanhado de perto as revelações e não mediu esforços para cobrar providências.
Os parlamentares protocolaram representações em diversos órgãos de controle, incluindo o MPF, a Polícia Federal (PF), o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) e até a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Eles buscam esclarecimentos sobre irregularidades na estatal, que opera serviços essenciais como abastecimento de água e esgoto no Paraná.
Além disso, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), os deputados enviaram ofício à Casa Civil solicitando dados detalhados sobre contratos firmados pela Sanepar, nomeações e exonerações de servidores, além das medidas adotadas pelo governo estadual frente às acusações. A pressão oposicionista destaca a gravidade do caso, que pode envolver corrupção sistemática em uma companhia responsável por bilhões em investimentos públicos.
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