A mãe de uma jovem de 24 anos, residente em Londrina (PR), confirmou nesta semana o resultado positivo de exame pericial que detectou a presença de sêmen em sua filha. O laudo, concluído em 25 de novembro de 2025, fortalece as suspeitas de abuso sexual denunciado no dia 14 de julho do mesmo ano, em Jardim Alegre, na região de Ivaiporã. A vítima, que possui Síndrome de Williams-Beuren – uma condição genética que causa deficiências cognitivas e físicas –, relatou o crime ocorrido durante uma visita à casa do avô paterno.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Militar, o abuso teria acontecido pela manhã, quando a jovem ficou sozinha com o familiar. Ela contou à mãe que o avô levantou sua blusa e cometeu o ato. Logo após, a vítima deu entrada no Hospital Municipal de Jardim Alegre para atendimento médico. O caso foi imediatamente encaminhado à Polícia Civil de Ivaiporã, onde tramita o inquérito sob responsabilidade da delegada da Comarca.
Abalada emocionalmente, a mãe concedeu entrevista à reportagem e expressou medo de que o caso caia no esquecimento. "Eu temo que isso tudo se perca e o responsável não pague pelo que fez à minha filha", desabafou. Ela reforçou a importância da confirmação pericial para avançar as investigações e cobra celeridade na apuração. A família, que reside em Londrina mas tem laços na região de Jardim Alegre, espera um desfecho judicial que garanta justiça e previna impunidades em crimes contra vulneráveis.
A delegada responsável pelo inquérito informou que as investigações prosseguem com a coleta de provas adicionais, incluindo oitiva de testemunhas e envolvidos. Por envolver uma pessoa em situação de extrema vulnerabilidade, detalhes sensíveis são preservados para proteger a vítima e evitar prejuízos ao processo. O crime, registrado em 2025, ganhou repercussão local à época e agora ganha novo fôlego com o laudo laboratorial.
Autoridades destacam a gravidade do caso, que envolve estupro de vulnerável, previsto no Código Penal com penas severas. A Síndrome de Williams-Beuren afeta o desenvolvimento intelectual da vítima, tornando-a incapaz de consentir ou resistir adequadamente. A mãe reitera o pedido por punição exemplar, visando não só reparação, mas também conscientização sobre abusos contra pessoas com deficiência.
O inquérito segue em sigilo, mas fontes policiais indicam que o resultado do exame pode ser decisivo para o indiciamento do suspeito. A família acompanha de perto os desdobramentos e clama por agilidade do Judiciário.

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