Em uma onda preocupante de furtos qualificados, dois casos de roubo de fios elétricos foram registrados pela Polícia Militar no dia 15 de dezembro de 2025, afetando tanto áreas urbanas quanto rurais no Norte do Paraná. Os crimes, que envolvem invasões e danos à infraestrutura essencial, expõem a vulnerabilidade de empresas e propriedades privadas à ação de criminosos especializados em metais valiosos, como o cobre presente nos cabos elétricos.
O primeiro incidente ocorreu por volta das 7h23 na Rua Lapa, no Centro de Apucarana. O proprietário de uma empresa local, o senhor C.L., de 35 anos, chegou para abrir o estabelecimento e deparou-se com a falta de energia. Ao inspecionar o padrão de energia, descobriu que os fios haviam sido cortados desde o poste até o medidor. Foram subtraídos cerca de 40 metros de cabo elétrico de 16 mm de espessura. Não há câmeras de monitoramento no local, o que dificultará as investigações. A vítima foi orientada pela PM sobre os procedimentos a seguir.
Poucas horas depois, às 11h31, outro furto foi reportado no destacamento de Novo Itacolomi. Desta vez, o agricultor N.A.S., de 49 anos, procurou a polícia para denunciar uma invasão ocorrida em 11 de dezembro em sua propriedade rural, na Rodovia PR-170. Criminosos invadiram o terreno e levaram 4.000 metros de fios de 6 mm das instalações elétricas de sua usina solar. Além disso, várias placas solares foram danificadas, embora a quantidade exata não tenha sido especificada. O roubo comprometeu o funcionamento da usina, gerando prejuízos significativos.
Esses episódios destacam um padrão criminoso recorrente: o furto qualificado de cabos elétricos, motivado pelo alto valor de revenda do cobre no mercado negro. Em Apucarana e municípios vizinhos, como Novo Itacolomi, a falta de vigilância em postes e propriedades rurais facilita as ações dos ladrões, que cortam os fios durante a noite ou em horários de menor movimento. Especialistas em segurança pública alertam que esses crimes não só causam perdas financeiras diretas – estimadas em milhares de reais nos casos citados –, mas também geram riscos de apagões e interrupções em serviços essenciais.
A Polícia Militar reforça a necessidade de investimentos em monitoramento por câmeras e alarmes, além de patrulhas ostensivas em áreas vulneráveis. As vítimas foram encaminhadas para registrar boletins de ocorrência detalhados, e as investigações prosseguem com análise de possíveis pistas, como ferramentas deixadas no local ou denúncias anônimas. Autoridades apelam à população para que denuncie suspeitos via 190 ou disque-denúncia, contribuindo para a elucidação dos fatos.
A sequência de furtos levanta debates sobre políticas de prevenção. Enquanto o preço do cobre sobe globalmente devido à demanda industrial, regiões como o Paraná enfrentam um aumento de 30% nesses crimes em 2025, segundo dados preliminares da Secretaria de Segurança Pública. Proprietários de usinas solares e empresas comerciais são os mais afetados, demandando ações urgentes de proteção patrimonial.

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