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Domingo, 15 de Marco de 2026
Governo do Paraná suspende leilão de privatização da Celepar por ordem do STF

Justiça

Governo do Paraná suspende leilão de privatização da Celepar por ordem do STF

Decisão liminar de Flávio Dino paralisa desestatização e exige esclarecimentos sobre proteção de dados sensíveis

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O Governo do Paraná oficializou nesta sexta-feira (27) a suspensão do leilão de privatização da Celepar, Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná, marcado para 17 de março na B3. A medida cumpre liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelos partidos PT e PSol. A decisão judicial freia não só o leilão, mas todos os prazos da desestatização.

Flávio Dino determinou que o governo estadual preste esclarecimentos sobre quatro pontos cruciais. Três deles tratam da guarda de dados sensíveis de segurança pública por empresas privadas, o que pode violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Segurança Nacional. Além disso, exigiu a elaboração de um Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD), a ser aprovado pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Fundada em 1964, a Celepar emprega 980 funcionários e armazena dados essenciais de todos os paranaenses, incluindo informações de educação, históricos médicos, infrações de trânsito e pagamentos de impostos. A estatal é vista como pilar da infraestrutura digital do estado.

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Em reação, o governador Ratinho Junior (PSD) defendeu a privatização como passo essencial para modernizar o setor e evitar que a companhia vire fardo financeiro aos contribuintes. "A venda protege os cofres públicos e traz competitividade", argumentou, citando estatais federais como exemplos negativos. Ele assegurou que o acesso a dados dos cidadãos permanecerá resguardado pela LGPD, lembrando que tribunais superiores já contratam gigantes privadas de tecnologia para gerir informações sensíveis.

O secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, reforçou otimismo: o governo enviará as respostas solicitadas e espera reverter a liminar. O caso vai a julgamento no plenário virtual do STF entre 6 e 13 de março, quando os ministros decidirão se mantêm ou derrubam a suspensão.

A disputa reacende debates sobre privatizações em tecnologia e segurança de dados no Brasil, equilibrando eficiência estatal e proteção à privacidade.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): José Fernando Ogura/AEN
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