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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
Hipertensão: O inimigo silencioso que ameaça o coração

Saúde

Hipertensão: O inimigo silencioso que ameaça o coração

Dia Mundial alerta para riscos da doença que afeta 30% dos adultos e tem alta incidência entre idosos; prevenção e diagnóstico precoce são cruciais

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Celebrado em 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão lança um holofote sobre uma condição de saúde séria e muitas vezes assintomática: a pressão alta. Esta doença, que endurece as artérias de forma gradual e silenciosa, representa uma das principais causas de complicações cardiovasculares, impactando diretamente órgãos vitais.

Dados da pesquisa Vigitel 2023, do Ministério da Saúde, revelam que aproximadamente 30% da população adulta brasileira convive com a hipertensão. O levantamento aponta uma prevalência ligeiramente maior entre as mulheres nas capitais (29,3%) em comparação com os homens (26,4%). A cardiologista Poliana Requião, docente do Idomed, reforça que a idade é um fator determinante, com 50% a 60% dos indivíduos acima de 60 anos apresentando a condição.

Um dado alarmante destacado pela especialista é que cerca de metade dos hipertensos desconhece seu diagnóstico, evidenciando o caráter silencioso da doença. Apesar da maior incidência em idosos, a Dra. Poliana Requião ressalta que jovens e até crianças não estão imunes.

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Os fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão incluem forte predisposição genética e, crucialmente, hábitos de vida pouco saudáveis. Alimentação rica em sódio, consumo excessivo de álcool, obesidade e sedentarismo são grandes contribuintes. A nutricionista Anete Mecenas, da Universidade Estácio de Sá, destaca a dieta DASH como um padrão alimentar eficaz no controle da pressão, rica em frutas, vegetais, laticínios de baixo teor de gordura e grãos integrais, e restritiva em carnes vermelhas, processados e sódio. A obesidade, que afeta 55% dos brasileiros, é uma comorbidade frequentemente associada à hipertensão, mesmo em faixas etárias mais jovens.

As consequências da hipertensão descontrolada são severas. A doença pode levar ao aumento do coração (hipertrofia), enfraquecendo o músculo cardíaco e culminando em insuficiência cardíaca. É também o principal fator de risco para infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência renal, podendo evoluir para necessidade de hemodiálise. A Dra. Poliana Requião alerta: “A hipertensão pode matar”. Dados de 2017 do Ministério da Saúde indicavam 388 mortes diárias direta ou indiretamente ligadas à doença no Brasil.

Embora silenciosa na maioria dos casos, a hipertensão pode manifestar sintomas como dor de cabeça, náuseas, tontura, falta de ar, intolerância ao exercício, alterações visuais e disfunções eréteis. No entanto, a ausência frequente de sinais reforça a importância da aferição regular da pressão arterial, uma medida simples e essencial para a detecção precoce, especialmente para quem tem histórico familiar.

Uma vez diagnosticado, o controle contínuo é vital para evitar complicações graves. Manter as mudanças no estilo de vida, realizar consultas médicas periódicas e seguir rigorosamente a medicação prescrita são atitudes fundamentais para pacientes hipertensos, segundo as especialistas.

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