Em Kaloré, no Paraná, uma briga familiar entre irmãos escalou para agressão grave na noite de 15 de março de 2026. Por volta das 20h57, a Polícia Militar foi acionada via Central de Operações para atender uma ocorrência de vias de fato na Rua Onice Melo Souza, no Centro da cidade. O chamado relatava um casal se agredindo, com o homem ferido, e indicava deslocamento para o Hospital Municipal.
Ao chegar ao hospital, os policiais foram abordados por C.P.C., de 49 anos, companheira da vítima R.S.B., de 31 anos. Ela confirmou que o convivente recebia atendimento médico por lesão no crânio, causada por golpes de um objeto contundente – um pedaço de madeira. Segundo o relato, a confusão começou quando R.S.B. se envolveu em vias de fato com o próprio irmão na localidade conhecida como "favela" ou "barracão". Um terceiro homem, apontado por moradores como responsável pelo tráfico de entorpecentes na área, interveio para cessar a briga e acabou agredindo R.S.B., que precisou de sutura na cabeça.
C.P.C. revelou que não acionou a PM inicialmente, pois, conforme tradição local, conflitos na região são resolvidos entre os moradores, sem envolvimento policial. "Não costumamos chamar viaturas para cá", disse ela aos agentes. Reiterou várias vezes no hospital que não desejava intervenção da polícia e questionou quem havia feito o chamado, considerando-o desnecessário. Outra testemunha, também moradora da área, corroborou a versão.
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